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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Texto para o "Miojo" do Marcos Pinheiro



Olá pessoas...

saudações aí do Planeta Terra


Gostaria de publicar aqui o texto que o meu amigo Marcos Pinheiro colocou lá no seu Blog, "Ponto de Continuação".


Esse conto, cujo título é "Tempo e espera", nasceu do desafio do Marcos de alguns de seus convidados escreverem um texto a partir de seus "Miojos". Todo dia ele coloca em seu blog o "Miojo do dia", que são frases curtas, inspiradas num modelo de blog "Twitter"...


Sendo assim, no final, escolhe um de seus amigos e pede que escolham uma das frases da semana e construam um texto.

Achei o desafio muito legal e também fiz minha contribuição.

Espero que gostem...



Saudações virtuais.


O "MIOJO DO DIA" escolhido por mim foi:

"13/05/09- Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde."


Segue o texto



Tempo e Espera


(Rubervânio Rubinho Lima)



Ontem ficamos até tarde, um olhando para o outro, na cama. Não queria adormecer. Queria ficar contemplando-a a madrugada toda. Parece que ela não queria dormir também, mas, enfim, seus olhinhos foram baixando devagarzinho, até que penderam e se grudaram. Aquilo tudo era um êxtase. Não quero nem relembrar tudo quanto passei para podermos estar juntos. Só Deus sabe o quanto sonhei com esse momento, o de tê-la ali em meus braços. A espera me matava. Estava um tanto aflito, por achar que não mais gostaria de mim. Isso também me apavorava. Afinal, passei uma eternidade sem vê-la. Agora é só essa a visão que quero ter. A televisão ligada, sem áudio, só para clarear o quarto. Nenhum filme da madrugada me chamaria atenção. Eu nem queria. Só queria contemplá-la. Era uma sensação de protegê-la que me impulsionava a querer aconchegá-la mais e mais em meus braços. Ela era só sono. Acho que deveria sonhar também. Sonharia conosco? Sonharia sim. Também desejou muito aquele momento. Em seus lábios, um sorrisinho angelical e sem mácula denunciava que sonhava com coisas felizes. Depois de passarmos quase a noite toda, desde o momento em que ela chegou, a procurarmos reaver todo o tempo de distância, o sono era inevitável. Estávamos exaustos, mas com tanta alegria... Comecei a ficar com os olhos pesados. Tentei resistir ao cansaço, pois o tempo ao lado dela era precioso. Segurei na sua mão macia e pequena, tentando alentar-me e fui rememorando os minutos que antecederam esse momento. Fui relembrando da nossa conversa. Tínhamos muitas e muitas coisas para conversarmos. Os assuntos até se atrapalhavam, de tão acumulados. Ela sorria. Sorria de tudo que eu dizia ou fazia. Seu rostinho, seu sorriso, tudo me alegrava. Eu acabei dormindo e nem me recordo em qual momento. Dormi um sono tranquilo e sonhei um sonho bom. Um sonho de que não nos separaríamos nunca mais. Ela era minha pra sempre. Eu caminhava por um bosque florido, com ela segurando minha mão e sorrindo o tempo todo. Enfim, acordei. Fazia um friozinho pela manhã, pois agora é inverno e nesses dias a gente nem quer se levantar. Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde. Resisti à preguiça. Levantei-me de um salto, com ela ainda a dormir. Fiz um esforço para tirar meu braço de sua cabecinha linda sem a acordá-la. Preparei um café bem caprichado, com chocolate quente e torradas, com ela sempre gostou. Acordei-a, enfim. Já por volta das nove horas. Ela adorou a refeiçãozinha matinal na cama e eu me contentei apenas em vê-la comendo. Estava eufórico com ela, bem ali na minha cama, na minha casa e não existia fome. Alimentava-me do seu riso, da sua face meiga. Eu a amava mais que tudo. Não havia muito tempo que descobrira isso. Ficou a me relatas mil e um casos em que vivera. Eu bebia todas as suas palavras. Vez por outra acariciava seu rosto e a beijava na testa. Às onze horas, meu coração começou a apertar, pois já se aproximava um momento que não desejaria que acontecesse. Ela iria partir ao meio dia. Contra a minha vontade, contra a dela, mas era o certo. Enfim, sua mãe a veio pegar. Estava no acordo, depois da nossa separação, mas para mim é sempre difícil aceitar isso. Agora minha filhinha se foi para outro estado, novamente, e só a verei no próximo ano, quando for o seu aniversário de dez anos. Essa separação é uma tortura, mas tenho que aguentar. Vou passar o resto desse sábado para reviver tudo que passamos ontem, eu e a minha querida menininha.

1 comentários:

P. disse...

Bem sabes o que achei deste, não? Ainda assim, aproveitei para lê-lo novamente.
Aquilo sobre por vezes termos um enredo mentalmente pronto, apenas esperando ser articulado, é verdade. O processo de criação de meu sopão foi meio assim também.
Aproveitando, gostaria de agradecer o comentário destinado ao mesmo; só não agradeci antes pois demorei a vê-lo na postagem correspondente no blog do Marcos.
Acho tão engraçado quando você fala comigo e enumera aptidões - bióloga, escritora, até cafeteira...! O último rendeu maior comicidade, lembrando-me que há certo tempo me candidatei a atendente dum Café todo charmoso, anexo a uma livraria que adoro, mas que "não rolou" porque a jornada de trabalho era incompatível com o horário da faculdade. Imagina só que coisa boa estar cercada de café e literatura, hein? rs

Fico por aqui.
Grande abraço, meu caro!
*Linkei o Conversas do Sertão no meu blog.

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